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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Minhas canções de Belchior

O que precisava ser dito sobre Belchior, que nos deixou há pouco, foi dito em textos muito bem feitos: poeta louco rebelde de Sobral que buscou quebrar os cânones, jamais reverenciar, rejuvenescer e amar, olhar as pessoas, as coisas e os lugares, contar tudo com palavras, quase sempre, navalhas, quase sempre embebidas de referências como Drummon, João Cabral de Melo Neto, Rilke, Poe, Paul, Gonzaga, Cego Aderaldo e mais uma pá de gente, que ele foi agregando à arte ao longo de 70 anos de vida, muito bem vividos. Filho de uma geração de cearenses brilhantes, como Amelinha, Ednardo e Fagner.

De minha parte, Belchior é o maior compositor popular desse país, deixando pra trás em beleza estética, simplicidade e conteúdo, gente também de palavra refinada como Caetano, Chico, Milton, Djavan e tantos. São canção que falam tão perto, fundo, grave, forte de amor, rebeldia, vontades, posturas, desistências, consciências, resistências, impaciências, paixões perversas e encantamentos, contraditoriamente, encantamentos com a vida. Gosto de praticamente tudo, mas minhas cinco preferidas, cada uma por um motivo muito específico, seguem abaixo. 


Paralelas (1974)

Sujeito de sorte (1976

Galos, noites e quintais (1974)

Hora do almoço (1974)

Como nossos pais (1976)

E as de vocês? Deixam nos comentários. 

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