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domingo, 6 de setembro de 2009

Dez motivos pra não ser jornalista

Se você é daqueles que diz “aaai, eu A-DO-RO jornalismooô” ou tem orgulho de ser chicoteado na sua senzala moderna ralando de 12 a 18 horas por dia em prol da notícia, não leia este texto. Agora se já tomou a pílula vermelha e abriu os olhos da merda de escolha profissional que você fez, aproveite. Ainda assim você vai ficar puto pelo que está escrito.

Se NÃO é jornalista e quando vê o Zeca Camargo dando a volta ao mundo 783 vezes pra fazer reportagens inúteis e pensa “nossa, du garalhion, eu posso fazer isso com as duas mãos amarradas nas costas”, preste bem atenção nesta lista. E se está prestes a pagar mais de R$ 800 mensais por um curso de jornalismo e investir o tempo precioso de quatro anos por um diploma invalidado pelo STF, fique atento também, porque isto pode poupar muitas dores de cabeça.

Antes que me diga “seu frustrado, sai dessa porra, então”, me antecipo e respondo: esta profissão é como uma doença. Depois de contaminado, dificilmente, se escapa dela, mesmo querendo. E as razões são muitas, principalmente, quando não se tem uma boa retaguarda, como um papai que banque sua viagem para você encontrar seu próprio eu em Santiago de Compostela (esse nome me lembra compota de bostela).

Portanto, dou dez motivos para não ser jornalista. Pode reclamar a vontade nos comentários e incluir outros. Existem 2.981 itens, mas dez já são o suficiente. Vamos a eles:

1) E o salário, ó!
Já ouvi dizer que sujeitos, como Paulo Henrique Amorim e William Bonner, ganham rios de dinheiro como jornalista. De fato, existe os muito bem remunerados, como em qualquer profissão. Mas, a média de fodidos e mal pagos é muito maior no meio jornalístico. Em Belém, por exemplo, há empresas pagando cerca de R$ 680 para um profissional recém-formado. Não dá dois salários mínimos. Jornalistas mais experientes para ter uma renda maior precisam se esfolar em dois ou três empregos e ainda trabalhar como free lancer. Uma merreca dessas é muita sacanagem com qualquer um.

2) Não há vagas!
O registro no Sindicato da categoria aponta cerca dois mil jornalista em Belém. Contanto todo mundo, deve haver uns quatro mil, presumo. As faculdades cospem por ano mais uns 250 a 300 no mercado. E me pergunto: onde este povo está se enfiando pra ganhar o pão que o diabo amassou todo santo dia? O fato é que a capital tem poucas opções. Ou você trabalha para os Maiorana ou para os Barbalho ou nas poucas assessorias de imprensa estabelecidas. Não é a toa que muitos migram, geralmente, para São Paulo em busca do troco. E lá percebem que o bicho pega também.

3) Não viva, trabalhe!
Constam na pauta, no Karma, na carne, passou na novela, está na lei: o turno do jornalista é de 5 horas. Nossa, que moleza. Sento a bunda em frente ao computador e é só esperar passar o tempo e cair fora. Não, amiguinho, não é assim. Você vai passar muito mais tempo dentro de uma redação ou na assessoria. Apurar a notícia é trabalhoso e demanda tempo. O texto seja de jornal, de programas de TV ou rádio não surge do nada e, geralmente, para deixá-lo redondo precisa camelar muito, falar com 30 pessoas e dar 315 telefonemas, com a pressão do dead-line a maltratar seu coração. Portanto, você vai trabalhar pra caralho - muito mais do que aquele seu amigo que se formou em Direito e ganha igualmente mal, mas labora muito menos.

4) Saúde zero.
Você vai morrer cedo. Mas, não se importe tanto, o fluxo contínuo de informações e as experiências vão te dar a impressão de que tem 150 anos quando chegar aos 40. Em compensação, o corpo vai reclamar. Estresse, problemas de coluna, prisão de ventre, câncer, gastrite, cirrose, hipertensão, diabetes, depresão, transtorno bipolar e lesões por esforço repetitivo. Um combo de males que podem agir simultaneamente na sua carcaça, levando em consideração a vida desregrada sem hora para almoçar, alimentação ruim, ingestão de álcool em demasia e, muitas vezes, nicotina além da conta para aliviar a pressão. Jornalistas dificilmente passam dos 60 anos e se passam viram colunistas sociais. Melhor morrer antes.

5) Os maiorais.
Agora que já sabe sobre salário, oferta de emprego, volume de trabalho, chegou a hora de falar das pessoas. É um ponto delicado, mas é preciso ser dito: jornalista é chato pra caralho. A maioria se acha muita coisa; trata mal seu semelhante por prazer e complexo de superioridade; é impertinente e maldosa; se ressente do sucesso alheio; fala muito mal dos outros. Grande parte é composta de boçais com rei na barriga mesmo não tendo R$ 6 pra pagar um prato feito no fim do mês. Se forem bons no que fazem, piora muito, porque se acham no direito sentar no trono do altíssimo e rechaçar contato com reles mortais; Jornalistas, a maioria, subestimam quem não é jornalista. Portanto, o convívio não é dos melhores com eles. Caminhar nas redações torna-se difícil com egos tão inflados disputando os espaços.

6) Vida social, who?
Esqueça. O termo que denota convívio com amigos, esposas, maridos, filhos e demais familiares está fora do glossário jornalístico. O volume de trabalho é grande e a grana pequenininha, então, você vai ter que se desdobrar em, pelo menos, dois empregos. Faça as contas: 5 horas + 5 horas de trabalho = 10 horas. Estou sendo benevolente. Digamos que cada um dos empregos exija uma hora extra. Aí, já são 12 horas. Acrescente aí mais uma hora e meia ou duas para os deslocamentos diários casa/trabalhos/casa: 14 horas. Lembre-se que você tem que dormir: ponha aí 6 horas apenas, mesmo que o ideal seja oito. Temos ai um total de 20 horas ocupadas com o labor e descanso, não é? Isto, em uma situação muito favorável. Sobraram quatro horas, amigo. E agora? Ou vai pro bar ou dá uma com a patroa ou afaga os filhos ou visita a mãe e o pai ou lê um pouquinho. Escolhe só duas opções, afinal, não se pode ter tudo na vida.

7) Feriados e fim de semanas? Sonha!
Chegam os feriado prolongados, festas como Círio, Natal e Ano Novo. Que ótimo, não é? Peeeeen. Errado. Criou-se - não sei qual o filho da puta responsável – a idéia de que jornais não podem parar. As pessoas tem que estar informadas o tempo inteiro, mesmo se não há nada a informar. Daí, que o jornalista (como outros profissionais também, sejamos justos) tem que trabalhar quando todo mundo está se divertindo. Escalas de fim de semana também cortam o barato de quem pensa que vai dar uma esticada à praia mais próxima. Mas, pensando bem, se você é um liso, como é que quer viajar? Trabalha, nego, trabalha.

8) Cabeça de nós todo.
Muita gente acha que jornalista sabe um pouco de tudo devido a natureza da sua atividade. Inclusive alguns do ramo estimulam essa impressão deturpada. Daí, muita gente acha que pode puxar assunto sobre qualquer coisa com esses profissionais. O que você acha das últimas descobertas da física quântica? Quem é o quarto colocado na série Z do Brasileirão? Quem deve vencer as eleições de 2016? Como se faz para sair a foto do meu filho no caderno infantil? E o meu casamento, tem como publicar uma notinha na coluna social? Algumas perguntas que você não sabe ou por não pertencer à determinada área de atividade ou, simplesmente, porque você não sabe mesmo. E isto também cansa e enche o saco.

9) Rotina, rotina, rotina!
Se você acredita “ai, vou ser jornalista, porque é uma profissão sem rotina”. Pára com a doidice e escute: há rotina sim. Uma rotina estafante inclusive. Mesmo aqueles que viajam muito, conhecendo várias cidades, Estados e até países, têm uma hora que se cansam justamente dessa repetição: sobe e desde de avião, entra e sai de hotel, chegadas e partidas. Nas redações, nem se fala: repetição de tarefas resumida em receber ou pensar pautas (assuntos), apurar e finalizar o trabalho, seja escrevendo, gravando em frente às câmeras ou falando no rádio. Então, nego, se não quer rotina, vire hippie e sai por aí vendendo artesanato. É mais emocionante e pode render uma grana melhor.

10) Liberdade, liberdade, fecha as asas sobre nós!
"Serei jornalista pra lutar contra as mazelas do mundo com minhas palavras". Se liga, mané. Se você, jovem mancebo, acha que vai fazer jornalismo para proteger os 'frascos e comprimidos', desista ou pule fora do esquema dos grandes meios de comunicação. Comunicação é política e política é comunicação. Os donos dos meios só permitem essa defesa até onde esbarra em seus interesses. Portanto, darling, aquela sua vontade de fazer denúncias mil só vai pra frente nos grandes meios se for conveniente. Geralmente, não é. Existem os pequenos meios, claro, mas não precisa ser jornalista pra se inserir neles. Crie um blog, bobinho, e fale o que quiser.

38 comentários:

Filiblog disse...

Reitores de universidades particulares vão proibir a circulação desse texto.

Já pensou o calouro, de cabeça ainda raspada, lendo isso na primeira semana? Antes lesse quando fosse escolher o curso...

Mas também não dá pra entrar em devaneios. Vai ser o quê? Farmacêutico e ganhar milzinho na bigben por mês? Ficar rico sendo assistente social? Professor de história? Médico também tem 5 empregos pra tentar fazer um salário...

andrey disse...

agora eu to puto!eu fiz um teste vocacional q entre as profissões escroterrimas q lá constavam q era indicado pra mim estava"jornalismo"
quero saber quem e esse filho da puta q acha q eu vo fazer essa merda!

Let Azevedo disse...

é, tô f...
E eu ainda tive a chance de terminar meu curso de Direito. Faltava só um ano pra terminar, mas eu preferi entrar em jornalismo e ser pobre pra sempre.

Alba ... vivendo na terra dos sonhos disse...

É cara. O pior de tudo é que a gente sabe disso tudo. E, pior ainda é que a gente gosta.

Nega disse...

hahahahahaha

"crie um blog, bobinho"

tá ótimo!
Mas me pediram pra parar com os elogios por conta de uma possível carência de ídolos.

Bjs,
Nega

Anônimo disse...

Du garalhion, que vida! Pelo menos a maioria dos jornalistas tem senso de humor para rir da desgraça própria e... seguir em frente. Fazer o quê? É muito gramour!

Abs, Thiago

Anônimo disse...

Anderson, aqui na redação todo mundo já sabe do meu lema: lá em casa quem me disser: - mamãe vou seguir sua profissão. Ah! vai pegar é porrada!!!!!
hehehehehehehehe

Abraços.

Aline

irna cavalcante disse...

Já te disse que quero ser que nem você quando crescer? hahahahahaha
Você resumiu o que o meu teste vocacional não disse quando tava no ensino médio.
E o que tem de mais verdade nisso tudo: depois que você já está nesta profissão, não consegue sair.
Adorei o post, principalmente a parte dos colunistas.kkkk

bjos

irmamorfina disse...

cada tópico, um mais verdadeiro que o outro. simplesmente genial.

Anônimo disse...

Não há nada de bom na sua profissão? Nunca fizeste nada que te orgulhasse? Ou ainda, nunca paraste para pensar que se ela for feita com comprometimento pode ajudar na vida de muita gente? Acho deprimente o orgulho bêbado e boêmio que vocês carregam...conheço os dilemas e sofrimentos da profissão,mas pq se orgulhar disso? Pq vc não sugere boas pautas para o seu jornal, em vez de ficar reclamando de rotina?
Problemas existem em qualquer profissão, meu caro!
Jornalistas como você que pensam mais em mostrar a matéria para o coleguinha e receber elogios, do que para o leitor que realmente vai fazer uso dela, devem mesmo continuar em assessoria de imprensa.


Carlos.

Anderson Araújo disse...

Carlos, só te digo uma coisa: NÃO FODE.

hAHAHAHA.

É meu parceiro, você não imagina o que é essa selva. Mas, vai sonhando com comprometimento e disposição. O que eu faço ou deixo de fazer na minha profissão quem trabalha comigo sabe e eu sei também.


Te deixo outra coisa: jornais e linguiças tem uma semelhança: se as pessoas soubessem como são feitos ninguém consumia.

Você deve estar interessado em ser jornalista, né? Vai fundo. Depois não diga que eu não avisei.

Um abraço e obrigado pela visita ao blog.

P.S.: As pílulas vermelhas não estão à venda nas melhores lojas do ramo.

paulo nazareno disse...

1)"Problemas existem em qualquer profissão, meu caro!" (ele esqueceu de usar aquela, "a vida é assim mesmo, meu garoto!", ou então "você tem que ver que tem pessoas em situações muito piores que você")

2) "Jornalistas como você que pensam mais em mostrar a matéria para o coleguinha e receber elogios"

3)"..devem mesmo continuar em assessoria de imprensa."

Rapaz, só os comentaristas do teu blog para me fazer rir. hahahaha.

Anderson Araújo disse...

Ah, Carlos, ía esquecendo.

Sou jornalista de redação. De jornal impresso. Da classe dos mais fodidos.

E, me desculpe, não frequento palestras motivacionais por convicção.

Beijinho pra você.

Yáskara disse...

Anderson, coleguinha amadooooo,

Arrasaste como sempre.
Agora, te digo uma: quando perguntarem como se faz pra publicar foto de criança no "caderno infantil", manda ligar pra mim. Mas pra redação. Não me faz como outras pessoas que dão meu celular e em pleno domingão de sol, eu, lá no Sal, estarrecida fazendo marquinha, e o celular toca. "Alô, queria contar uma piada pra colocar no jornalzinho. E como eu faço pra mandar o meu desenho?".

E outra...o Carlos, nosso amigo aí de cima, tá mais pra primo do "monstro dos blogs" do que pra anônimo depressivo com o post...

Beijoooo carinhoso e continua escandalizando que a gente adooooora!!!

Mizukinha disse...

Sério, estou no segundo semestre e você me convenceu a desistir.
Obrigada .

Loro da Doca disse...

Olha, o Carlos lembra muito meu pai...
...Mentira, não lembra porra nenhuma. Ei Carlos. Boêmio sonhador só na música do Roberto Carlos.
Gostar de algo é aceitar isso apesar dos seus defeitos, não é viver de uma idealização Polianna.
O Anderson é um cara que gosta das coisas apesar dos defeitos dela, creio que goste da profissão, mas vê com uma certa demência os problemas existentes.

wildchild disse...

Meu teste vocacional disse q devia ser jornalista, não virei jornalista, mas em compensação, amo muito o meu jornalista!! Tá vendo como era a minha vocação ficar contigo!!

Anônimo disse...

Carlos, não fode.
kkkkkkkkkkk

Vou passar o link para uma bela jovem talentosa, que corre o risco de ser puxada para essa profissão.

Mas, vou dizer a ela: veja o que pode ser. Aliás, veja o que é. E, se ainda assim, você quiser... siga em frente.

Acho que todos nós, que vivemos disso, sabemos desde sempre o quanto seria complicado.

Que seja.

Eu não me vejo fazendo outra coisa. Nem quero.
Nem por isso vou ter uma visão de 'alice no país das maravilhas do jornalismo' ou de davaleiro do apocalipse.

É assim como é. Tem quem goste. Tem quem não.

Um padre também não ganha lá esses trem todo. Mas ama o que faz. Chama de vocação.

Ou, mais embaixo e a la STF: cozinheiro ganha mal também. Mas, ama o que faz.

Com dez motivos pra não ser jornalista, queremos ser assim mesmo. E por isso somos. Sem aporrinhação, Carlos.
rs

Abs,
Nardin

Carolina Menezes disse...

Anderson, você não poderia ter sido mais feliz nas suas colocações. É exatamente isso. Não foi à toa que minha mãe me perguntou, assim que começaram a surgir pautas na Vila da Barca às 21h em uma sexta-feira e os plantões durante os três dias de folia carnavalesca: mas, minha filha, você sabia que ia ser assim???

Sinceramente, não, mãe. Eu não sabia. Principalmente porque eu NUNCA fui atrás de saber.

A única coisa que eu pensei foi em fazer algo que eu soubesse fazer mesmo nos piores momentos: raiva, deprimida, com fome, com sono, de ressaca, com ódio do chefe.

Adivinha só, fui parar no Jornalismo! Que não é de todo mal, vamos combinar. Que outra profissão te deixa, por exemplo, dar aquela cochilada revigorante a caminho de uma pauta em Outeiro ou Marituba? Que outra profissão te permite descobrir lugares espetaculares para comer que atendem por nomes como "50tinha"?

Cansa pra caralho. Mas pergunta se eu consigo deixar... até estranho folgas em finais de ano e domingos de Círio. Eu juro.

Anônimo disse...

Nardin,

Depende. Padre passa fome, mas pastor ganha uma bolada.

E, realmente, cozinheiro é assalariado. Já os "chefs"...

PS: Carlos, como pode ver, fodidos são os jornalistas. Mesmo assim temos senso de humor.

Abs,

Leandro Lage

Anderson Araújo disse...

Falando muito sério.

Acho essa profissão de última. Uma merda completa. Entrei nela muito por acaso, sem saber de porra nenhuma. Quando me vi já era repórter, já estava cheio de pautas, já estava sem fim de semana, já estava sem tempo pra nada, já estava ganhando mal, já estava cansado demais, já estava achando jornalistas mais chatos do que a média de chatos que eu conheço.

EU NÃO GOSTO DE SER JORNALISTA. Por mim, faria um trabalho mais simples. Seria carpinteiro, como meu bisavô cametaense foi. Ou marceneiro, ou seria professor.

Mas, apesar de tudo, o jornalismo ainda me rende financeiramente um pouco mais do que essas duas funções nesse país que desvaloriza profissões mais simples. E fecha portas com uma frequencia incrível pra gente mais pobre, como fui e ainda sou.

Se me perguntarem se tem pontos positivos (Oi, Carlos.)digo que existe. Contraditoriamente, é uma profissão estimulante e que o resultado dela tem um bom impacto social, às vezes.

Mas, sinceramente, essa aporrinhação e desvalorização contínua não compensam.

E se me disserem: mas toda profissão tem problemas. Isso eu seu, meu filho, disso eu sei.

Mas, não é porque a população de Serroa Leoa vive em condições miseráveis e está mergulhada em uma guerra civil horrenda que eu ache que a situação do Brasil é excelente.

Cada um com seus problemas. Não posso fechar os olhos, só porque tem gente que também passa por apuros em outras funções.

É isso.

PS.: Mizukinha, sugiro que converse com outras pessoas sobre sua escolha. Conheço uns 30 jornalistas que defendem essa causa como se fosse sua própria vida.

Dayane Baía disse...

Oi, Anderson...

Adorei o post (aliás, tenho acompanhado o blog e morro de rir com todos). Sorry, mesmo depois de todas essas constatações continuo amando ser jornalista. :P

Parabéns pelo blog!

Snake disse...

Injustiça...até o Superman é jornalista...será que é por isso que ele aguenta? srsrsr

Anônimo disse...

Antenor
Cara duca esse post, ele tem que ser distribuido na porta dessas faculdades que iludem os futuros desiludidos da profissão

Ju Afonso disse...

Tudo o que está escrito: a mais pura verdade!
Sem tirar nem por!

Heloisa Alves disse...

Eu sempre digo...

Eu não sou gente sou jornalista...

E quando eu penso nisso... suas colocações fazem sentido...

Anônimo disse...

#Carlos, não fode...

. disse...

É por isso que criei um blog para falar "quase" tudo que eu quero...

Essa nossa profissão é escrota pra caralho.
E apesar de tudo aí ser verdade, a que mais me incomoda mesmo, é chatice e arrogância dos nossos coleguinhas... É por isso que eu não gosto dessa raça!!! rsrsrsr

Anônimo disse...

A verdade, nua e crua. hahahahahahahahahah

Muito bom, já repassei.

E viva o concurso público!

Denilson D'Almeida disse...

Verdade apurada, revisada, editada e publicada!

Gostei do blog!

Bruno Magno disse...

Putz! O pior é que eu sabia de tudo isso, mas mesmo assim, resolvi viver isso de perto. Navalha na carne. Hehehe.

Valena disse...

Ai, que vontade de esganar a psicóloga com quem fiz teste vocacinal!!!! @#$%@#$¨&#$%@#&¨*
Pior que entrei na federal para ser publicitária, mas logo no início do curso veio a bendita mosca azul do jornalismo e me picou. Olha só no que deu? A gente sofre e isso é fato, mas temos que admitir: todo mundo gostaaaaaaaa!!! hahahahaha

paulo nazareno disse...

encontrei isso num bookmark (não, eu não sei o que é um bookmark)
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raquelcamargo @prialcantara pq vc copiou e colou um post do blog Bêbado Gonzo sem créditos? :(

http://migre.me/6Djd -

http://migre.me/6Djh

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tsc.tsc.tsc essa prialcantara ou é burra ou é muito besta.

Tereza Jardim disse...

Ler os comentários é quase tão engraçado quanto os próprios post do Jor. Ou seja, Bêbado Gonzo é diversão em dobro!!!

[ficou bom isso, né? vou tuitar!]

e pensar que meu irmão me prometeu uma câmera profissional de presente se eu fizesse jornalismo... já me via como correspondente da globo na europa. tadinho. vai sonhando que era isso o que eu queria, vai...

/seumurilo disse...

vendo Saveiro 95/96, cor branca, com quebra-vidro, sem ar. Bom estado, único dono. R$ 7,000.

tratar c/ www.twitter.com/seumurilo

Ana Carolina Paul disse...

Simplesmente não concordo com a ideia de que ser jornalista é tão ruim. Cada um escolhe a vida que quer, se não gosta, por que escolheu?! Não venha com a história de que não dá pra voltar. Isso só serviu pra me deixar mais convicta do que eu quero, eu gosto de escrever de qualquer maneira, vou ser jornalista.
Com todo o respeito, se não gosta do que faz, pare. Antes fazer algo que você gosta, mas fazer bem feito do que fazer por obrigação e sair uma porcaria! As pessoas só pensam em ganhar dinheiro hoje em dia e não ligam pra fazer o que querem. Não consigo acreditar que o 1º motivo escrito seja o salário.

Abraço,
Ana.

andersonjor disse...

Ana.

Só estou avisando.

Seja feliz como jornalista.

Sim, eu sou um mercenário.

Sem dinheiro na mão, nada de calcinha no chão.


Um abraço.

adhara disse...

ahh cara, acabei de passar em jornalismo na UNAMA mas tenho duas opções: ou isso, ou fazer teatro na UFPA e bom, nas duas vou morrer de fome, talvez meu futuro seja ser uma hippie mesmo ;D