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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Guia prático de produção jornalística

Enquanto não sabemos pra onde vai o jornalismo com a desobrigação do diploma para exercer a profissão e a circulação infinita de dados em tempo real na rede, um pequeno exército sobrevive ainda da segunda profissão mais antiga do mundo – segunda, sim, porque logo que surgiu a primeira prostituta, em seguida alguém saiu dando a notícia do serviço.

Este pequeno contingente de gente de ego inflado e sofredora de prisão de ventre trava batalhas diárias dentro das redações. Claro que para buscar a melhor informação. Mas, deixo esta luta para depois. Me importa aqui as batalhas travadas no tapete da hierarquia dos jornais, sempre evidenciada por uma rixa antiga e besta: repórteres versus editores.

Por trás daquela cordialidade laboral toda, tem sempre um repórter amaldiçoando um editor. Para o soldado raso (o povo da reportagem), os editores são uns malditos destruidores de texto, usando técnicas e motivos cada vez mais absurdos. “Idiotas”, o prejudicados dizem. Já os do andar de cima (da casta da edição) tem sempre uma queixa de má apuração, de erros ortográficos, de falta de boa vontade e preguiça contra seus arqui-inimigos. “Jegues”, reclamam os superiores.

Mas, existe o meio-termo entre os dois rivais: os produtores. São eles a lâmpada da idéia e o primeiro peteleco na aventura de parir um periódico diário. Porém, os pobres coitados, por estarem no meio do fogo cruzado, sofrem pressões de todo gênero...e aí, meu filho, merdas homéricas são inevitáveis. Foi pensando nessas criaturas que bolei cinco pontos importantes para que uma pauta funcione. Coisas óbvias, mas que – não sei por que até hoje – dificilmente pontuam o trabalho destes cristos, que são chamados de idiotas e de jegues, tantos pelos editores, quanto pelos repórteres.

Saquem só e contribuam com outros itens nos comentários (ou não).

1) Diga o que você quer, desgraçado! Não tenha medo. Aponte o que o jornal quer da pauta. Não adianta por um quilo de texto na pauta se não existe orientação sobre qual a intenção, o objetivo da matéria. É preciso clareza e especificidade nela. Não encha o saco com textos enorme copiados do Google. Todo mundo está sacando que é pra encher lingüiça. Põe a massaroca em algum arquivo na rede e cita como referência. O repórter pode até não ler, mas você fez sua parte, sem enrolar, o que é melhor.
2) Cadê o número de telefone, maldito!? Coloque, pelo menos, um contato de um entrevistado. Unzinho. Não dá trabalho e garante um direcionamento para a matéria. Se você conseguiu bolar e pensar no assunto, não custar colocar o número de telefone. Com este contato é possível começar, ter um ponto de partida para investigar o tema e buscar novas informações. Em qualquer jornal do Brasil funciona assim, pelo menos nos meus sonhos.
3) Ei, mermão, não viaja! Nunca, nunca mesmo, invente uma pauta do nada. Acordou, olhou para o espelho e viu remela nos olhos: boa. Vamos fazer uma matéria sobre o que define a coloração da remela!!! O exemplo é absurdo, mas vale para mostrar que nem sempre seu insight rende uma matéria para jornal. Antes de ter um rompante do gênero ou ouvir a prima da irmã da sua vizinha contando um problema (‘nossa! pode ser uma matéria ma-ra-vi-lho-sa’), pense em duas coisas: o interesse público e a viabilidade dessa reportagem. Porque no jornalismo, nem tudo é possível. Os veículos de comunicação deveriam publicar assuntos de interesse de uma fatia considerável de leitores, telespectadores ou ouvintes e não apenas coisas que interessam só a você e à prima da irmã da cunhada... etc, etc, etc. Se não é assim, pelo menos deveria.
4) Você não vai mudar o mundo, porra! Não invente pautas que seu veículo não vai endossar. Daquelas contra os grandes anunciantes ou contra administrações públicas que derramam dinheiro no jornal com propaganda. É triste, mas é uma realidade. Então, seu jegota (mistura de jegue com idiota), saiba que o seu esforço e do repórter vão por água abaixo, porque muito provavelmente a edição não vai aproveitar o material apurado e escrito. E não venha com esta idéia cretina de que repórteres são pagos apenas para escrever, não para decidir o que entra na edição. Ninguém quer trabalhar e ver o fruto do seu suor no lixo. É ruim pra quem fez a matéria e é péssimo pra empresa, que gastou tempo, energia, combustível por uma reportagem jogada fora.
5) Reinvente a roda, pelo amor de Deus! Use a criatividade. Sei que não é não é todo mundo que tem isso. Porém, com uma forcinha dá pra chegar lá. Nem precisa muito. Só evite aquelas pautas do tipo vendedoras de erva do Ver-O-Peso no dia de São João, profissões masculinas exercidas por mulheres no Dia Internacional da Mulher; pais exemplos pros filhos nos Dias dos Pais; o que fazem os papais nóeis que trabalham no shopping nos outros meses do anos... a lista é imensa. E INTEIRA enfadonha. Ninguém agüenta mais escrever essas merdas, muito menos lê-las.
Nota: imagens meramente ilustrativas. (mas bem que alguns produtores merecem um catiripapo pelas pautas que "produzem").

21 comentários:

Anônimo disse...

Anderson, na condição de produtora, deixo a minha modesta contribuição e digo: você nunca leu uma pauta minha. Minhas pautas, modéstia à parte, cumprem exatamente esses tópícos: informações em arquivo separado; sempre contatos e eu ORIENTO o repórter. Quando uma pauta do Amaz foge disso, meus coleguinhas repórteres sacam (e falam): a pauta não é da Dedé (e eu não tenho o menor problema de afirmar isso). Em suma, essas pautas malucas (que sabemos de onde saem) NÃO são dos pobres produtores e sim de EDITORES que pensam que são produtores. É isso. Dedé

Anônimo disse...

Sim, sim, eu me mordi. Mas não sou e nunca serei essa produtora descrita (muito bem) no post. Eu de novo, Dedé

Carolina Menezes disse...

Sabe aquele cara que sonha em ter uma assistente? Um estagiário que seja?

Pois é, meu sonho é ter um produtor =(

Filiblog disse...

Polêmica! Saaangue! Quero ver fight!

Por favor, continuem... :)

Loro da Doca disse...

Produtores são ladravazes (não sei oq isso significa, mas me chamaram disso no outro post, só estou descontando)

Anônimo disse...

Eu tô cagando para o tempo, a energia e o combustível da empresa!
beijomepagaumagelada

Anderson Araújo disse...

E eu to me importando que é uma beleza, anônimo. O problema é que tu não sabe a dor de cabeça e a vontade de matar uns 30 quando tu pega uma pauta escrota e mal feita.

òdio mortal é fichinha.

beijomeepagaduasgeladas.

Nega disse...

"Os veículos de comunicação deveriam publicar assuntos de interesse de uma fatia considerável de leitores, telespectadores ou ouvintes e não apenas coisas que interessam só a você e à prima da irmã da cunhada... etc, etc, etc. Se não é assim, pelo menos deveria."


Quase um sonho de verão esse teu.

Anderson Araújo disse...

Gente, o jornalismo só será melhor quando o último produtor for afogado no sangue do último editor que deverá ter morrido depois de ter massacrado o último repórter a golpes de teclado.

Restam ainda os blogueiros e tuiteiros que devem morrer queimados pelas merdas que escrevem.

Ou não.

Nanda Melonio disse...

Os comentários deste blog estão cada vez mais sanguinários e cheios de ódio no coração...







...ADORO!

Anônimo disse...

Hahahahahaha... ahhh ahhh bam bam bam... a Dedé se mordeu rs...

Acho que as pautas 'dia dos pais', 'das mulheres' e afins mereciam um cudiado especial antes. Tipo reunir o pessoalzinho no fumódromo, ou num barzinho, pra sair boas idéias. Ou más. Mas, idéias.

Além de que reunião de pauta num barzinho seria excelente, não?

Abs e excelente texto, Anderson. De novo.

Abs,
Nardin!

Augusto Barata disse...

Pela derradeira vez, adentro este antes tido por minha pessoa como nobre e provecto espaço para ofertar-lhes dois dedos de minha salutar experiência no ramo em questão.

Na bolsa de apostas, medra com vigor a convicção de que trata-se de uma questão de calendário ao escriba deste antes tido como saudável espaço dar com burros n'água.

Aborda tudo como se fosse algo prosaico, enchendo-se de direitos e haveres de escancarar suas veileidades, de forma ruidosa e febril.

Falta-lhe recheio e tutano para uma análise mais apurada.

A mim, estes recursos paupérrimos não passam de artimanhas de um aspirante a tiranete de província para pavimentar sua opaca carreira.

E tenho dito.

Quem confessa disse...

Anderson, eu já fico satisfeita quando vou cobrir uma coletiva, por exemplo, e a pauta tem hora e local corretos. Já cheguei a muito lugar procurando um entrevistado que esteve lá no dia anterior ou só chegaria no dia seguinte. Por isso ser setorizada às vezes é um paraíso. A gente passa a prescindir da produção (rsrs)
Mas fazendo justiça: tenho muitos amigos produtores e sei que eles são a alma de um bom jornal, trabalhando muuuuuuuuito e sempre sob tensão, justamente por ficarem no meio do fogo cruzado entre editores e repórteres e ainda por cima, quando a pauta sai bacana o mérito é do repórter e da edição quando sai ruim, a culpa é sempre da produção (em TV principalmente é sempre assim). O problema é quando chegam ao setor pessoas que não sacam nada do babado jornalístico, ai dá vontade de dar um socão mesmo
Mas sejamos da paz. Nada de sangue.


Rita Soares

Heloisa Alves disse...

Já te falei... eu sei onde você mora Anderson...

Anônimo disse...

Rita Soares, um sábia mulher, mas esse Augusto Barata genérico está esquecendo algumas palavras que o verdadeiro usaria aqui, com certeza

Anderson Araújo disse...

Realmente, anônimo, faltou nesse aí o "ladraz". Foi a que eu mais gostei até agora.

Rita é musa. Lindos olhos verdes que soltam raio laser e retiram todas as informações das fontes para transformar em texto.

Sou fã dela.

Beijão, Rita. Como certa vez ouvi, "você abrilhanta este recinto".

mauro disse...

Como exerci a produção de pauta do Jornal O LIBERAL por alguns bons anos e nas costas carrego um bocado de pautas ruins para cachorro distribuídas a granel para alguns jornalistas (bons e ruins, como por exemplo a do bolo em movimento), não poderia deixar de opinar aqui e contrapor algumas ideias do meu ex-comandado Anderson Araújo, a quem respeito muito. Vamos lá, então:

Acho que todos repórteres que exigem aos gritos e entre lágrimas uma pauta gabaritada preparada por um produtor gabaritado deveriam, antes de mais nada, ir atrás do seu próprio gabarito e, quem sabe de fontes - também gabaritadas -, as quais se recorre na hora do aperto para salvar aquela pauta ruim que se recebeu. Eu falei fontes, por favor.
No meu tempo era assim, mais acho que estou meio velho e já não entendo quase nada do assunto. A técnica de apuração deve ter mudado. Minha onda agora é maquiagem e arquitetura, como todos sabem.
Também acredito que repórter bom é aquele que se pauta e que traz a manchete independentemente da ordem ou da pautinha do produtor. Acho que a gurizada das redações de hoje quer mais é sentar no pudim e sentir a moleza ou frieza das matérias. Essa profissão maldita a que me dedico há um bom tempo e que me orgulho de entender um pouquinho, se me permitem opinar, não serve para que aqueles e aquelas que precisam de outra pessoa (no caso o digníssimo produtor) para conseguir a merda de um telefone de um contato mais merda ainda.
No mais, acho que repórter que esperneia por um produtor no jornalismo impresso deveria ir trabalhar na televisão. Lá tem mais produtor que repórter. E tem uns muito bons, posso garantir que iam adorar pautá-los.
Só para finalizar, para mim o que faz a força do jornalismo é como se vai contar a história, mesmo que seja sobre a manjada informação de quantos ratos tem Belém. Vou ilustrar esta afirmação com esta historinha: Certo dia um repórter do jornal concorrente(não vou citar o nome em respeito ao profissional) foi cobrir juntamente com a Sandra Rocha uma dedetização na feira do Guamá. Lá foram informados que Belém tinha 4 ratos por habitante. O repórter do concorrente - muito puto com aquela pauta besta - voltou para sua redação e escreveu: "Belém tem quatro míseros ratos por habitante". Depois deve ter pensado: "Porra que pauta bosta esta dedetização. para que dedetizar a Terra Firme?. Grande merda quatro ratinhos por habitante em Belém". Sandra Rocha, por sua vez, escreveu, com uma ajudazinha deste pacato produtor de pautas do caderno Mulher: "Belém tem dois milhões e meio de ratos". A mesma informação sem tirar nem por (demos uma multiplicada dos ratinhos pelo númerode habitantes), com uma diferença, a história contada pelo repórter concorrente foi publicada em duas coluninhas numa página par. A da Sandra virou manchete de jornal e duas matérias de suite. Isso é saber extrair algo de interessante dentro de algo desinteressante que foi pautado. Essa é, sem dúvida, a premissa do bom jornalismo: vasculhar a informação até o última linha. Isso pode ser feito com ajuda ou sem ajuda, gabaritada ou não? Vai depender do repórte se ele é bom ou não.

Anderson Araújo disse...

Vejam que o comentário do Mauro Neto, meu querido ex-chefe e respeitado amigo, é maior que o próprio post. Dá pra entender porque ele abandou o Twitter, né, não?

Bom... Vamos lá, deixa eu tentar responder a esta sumidade do jornalimo paraense, um dos medalhões imbatíveis da nobre arte da pena, quiçá o melhor, mais bonito e charmoso chefe de repórtagem pratinhense dos últimos 63 anos de O Liberal.

Levando em consideração as palavras de nosso mestre... Pra que serve afinal um produtor? Se o repórter carrega toda a responsabilidade da pauta, da boa matéria e das manchetes fabulosas como a informação mais do que importante e muito verossímel de que Belém tem 4 milhões de ratos? (Cuidado aí, você que está lendo, que o mundongo pode roer os seus fundilhos).

Se o repórter tem que ter os contatos, o telefones, as fontes boas, as idéias e tudo mais... pra que o produtor?

Ainda acho que a pauta tem que ter o básico: assunto; uma fonte, pelo menos; um contato, unzinho; uma hora pra entrevistar; e um local para encontrar o entrevistado. Facilitaria. Seríamos menos estressados, menos cansados, menos putos, quem sabe, teríamos menos depressão e transtorno bipolar.

No final das contas, todo mundo é jornalista. Repórter e produtor e, pela lógica pratinhense, todo jornalista tem que ter boas fontes. Está na hora do produtor liberar as suas e colocar na pautinha, né, não?

Faria bem pra todos. Afinal, a porcaria que sai todos os dias nas páginas dos jornais é coletiva. O problema é que a culpa das merdas que saem é sempre do repórter, este eterno chorão e sentador profissional em pudim. Da nova e da velha geração.

Beijometwitta, Mauro.

mauro disse...

Bem, volto aqui para me congratular com o Anderson, que descobriu sem nenhuma dor que o produtor em jornalismo impresso não serve para nada: o que vale é a criatividade - e as fontes - do repórter.
Devo lembrar ao Anderson - depois de exausta pesquisa - que descobri que esta figura (o produtor de reportagem de jornalismo impresso) não existe nem no Wikipédia, quanto mais nas redações dos grandes, pequenos e médios jornais. Logo, se existisse, não deveria servir para muita coisa. Logo: obrigado por concordar comigo que repórteres não precisam de produtor no jornalismo impresso, até porque foi esse o gancho da minha contestação ao seu post.
Agora quanto a ser menos estressado, menos cansado, menos puto, ter menos depressão e transtorno bipolar, sugiro ao meu nobre colega que abandone esta carroça trepidante e barulhenta que é o jornalismo e vire monge budista. Afinal, a graça de ser jornalista é poder contar bafo para aquela garota na mesa de bar dinzendo: "Porra, hoje o dia foi foda! Cobri dois assasinatos e um avião que caiu; fiz uma matéria do bolo em movimento; consegui sozinho o telefone pessoal da governadora para uma exclusiva de domingo e ainda tive que ir no Outeirão fazer matéria de charcudas tomando um mé. E o filha da puta do editor ainda queria que escrevesse uma matéria sobre ratos. Mas essa eu não fiz porque sou escroto". E a gatinha, que sonha em ser jornalista, suspira e diz com os olhos brilhando, quase em lágrimas: "Isso que é vida. Um dia serei assim com tu".
Quanto as porcarias que saem no jornal todos os dias e que você se orgulha de contribuir, eu te garanto que muita gente - mas muita gente mesmo - se esforça diariamente para que isso não ocorra. Eu me considero uma dessas pessoas, até porque, meu caro amigo da Secundino Portela (fiquei na dúvida se era Secondino?? Te muda dessa rua, porra),redação hoje, amanhã e até quando ela durar - neste mundo quase todo virtual - é para quem se delicia com o pudim no dia seguinte, não para quem senta nele no dia anterior. Isso, sim, é que porcaria.

PS - Coloca no teu twitter que a televisão está precisando de repórter, quem sabe alguns sentadores de pudim da nossa redação não encontram o produtor de suas vidas por lá. Não é mesmo?

PS2 - Um abraço e não vá ficar puto com este seu amigo pratinhense. Se precisar de dicas para cortar este teu cabelo escroto ou um desconto numa clínica de estética para endireitar esta tua cara feia é só falar com este editor do caderno Mulher, o mais bonitos dos últimos anos, diga-se de passagem.

Anderson Araújo disse...

Mauro (o pratinhense comentente).

1) Meu cabelo não é escroto. Vá as festas do Café com Arte e saberá o que é um cabelo escroto.

2) Secundino Portela só perde em importância para Almirante Barroso.

3) Se produtor não serve pra nada, por que teu antigo cargo era chamado de "PRODUTOR executivo"???

4)Tua pesquisa foi no Google e no Wikipedia. Não vale. Apura direito, porra.

5) O Diário do Pará TEM (rá!) equipe de produção. Não deve ser perfeita, mas está funcionando. (O jornal tomou a dianteira em vendas, diz o Ibope).

6) Essa mentalidade aponta para um jornalismo feito na década 70 - com muitos méritos e muitos prêmios Esso, por sinal, mas o tempo é outro agora.

7) Você só perde em beleza no jornal para o Langue e Ary Souza.

8) Acho jornalistas um merdas. Raciocínio fraco e péssimas pagadores.

9) Não uso esses papos com moças que vão pra bar comigo. É chato pra caralho.

10) Fechei esta janelas pra comentários nossos. Vamos debater isso tomando uma cerveja que é melhor.

Anônimo disse...

Sei la, ser jornalista requer conhecimento, e vivencia de causa, para poder escrever,e interagir com outras pessoas, no campo profissional
e o resto é.