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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Casório

Dia desses fui vítima das artimanhas e da vocação para a sacanagem de Paulo Silber, que não vou dizer quem é pra quem não conhece, mas dizem que é um terror. O rapaz lançou por aí que sou um trapalhão. Bom, isso eu sou e não nego. E quem me conhece sabe que sou desastrado por natureza e ainda estou ficando gordo. Um gordo desastrado é sempre uma tragédia. Mas, a história sobre minhas estripulias no casamento de certo político paraense, lançada pelo querido irmão do Silvio Gama, não é de todo verdade.

Aproveito o Bêbado Gonzo para por os pingos nos is. Minha apresentação na festa como repórter de um outro jornal a certo ex-governador careca, de fato, foi verdade. Cortado abruptamente na sua extensa divagação sobre o futuro do Pará, o entrevistado não entendeu nada e a colega do veículo o qual me anunciei arregalou seus lindos zólhos verdes, não crendo na minha gafe sem noção. Tirei por menos, corrigi o erro e segui adiante. Afinal, a matéria tinha que sair.

Mais tarde, procurando fontes e, ao mesmo tempo, de olho nas finas flores da elite paraense, vi um coroa feio, meio calvo, engravatado e rodeado de figuras da política estadual. Bingo! É o camarada que estava procurando, o único deputado federal que apoiava a candidatura do noivo. Cheguei constrangido, como sempre, por interromper a conversa alheia. Segue, mais ou menos, o diálogo:

- Olá, deputado. Poderíamos conversar sobre a disputa interna no PSDB?

- Como? Não entendi...

- Sou do jornal e estou fazendo matéria sobre a briga no PSDB pela candidatura a governador nas próximas eleições, deputado.

- Mas, eu não sou deputado. Nem sou do PSDB. (Já enfezado).

- Ah, me desculpe. É que o senhor é muito parecido com o Nilson Pinto. Agora que vi que ele está ali do outro lado. Obrigado.

E sai rindo. Ah, ele não era garçom, como Silber disse. Era um dos convidados.

Além dessas, houve ainda minhas impertinências em levantar várias vezez da mesa na hora da cerimônia, atender o telefone a toda hora, incomodando os presentes à mesa, sair levando cadeiras na minha passagem entre os comensais e quase derrubar o ex-governador careca (de novo ele) depois de uma aproximação, digamos, mais invasiva de um figurão do Senado.

Mas, pensando bem, para o naipe da festa e as possíveis diabruras que dela ainda vão sair, minhas trapalhadas não foram nada. Acho que fiz até pouco. Nunca uma cobertura foi tão divertida, nem quando fiz reportagem sobre o Baile da Saudade, do DJ Zenildo, em Mosqueiro.

14 comentários:

Anônimo disse...

Meu caro Anderson.
Aqui na redação, você é o repórter que criou raízes (não digo o porquê nem sob tortura, ainda mais agora que o cara tem um blog para as benditas e as vinditas).
Na blogosfera, tenho certeza que você irá além das fronteiras.
Não sou um blogueiro, mas costumo saudar aqueles textos de bom gosto, quando aparecem aqui e ali.
Seja bem-vindo!
Aproveita e conta a história da matéria sobre o bolo em movimento...
Eu prometo que, a partir de hoje, só revelo segredos seus com a devida autorização - ou uma prudente distância.
Abraços,

paulo silber

Dulcivania Freitas disse...

gostei!! mas te prepara, todo mundo vai mandar temas pra tu escreveres, de causos e coisas dos bastidores das entrevistas obviamente...por falar nisso, manda alguma coisa da desgraça que é a sexta-feira na tua vida. abração!!

Filipe Faraon disse...

A imprensa paraense se ressentia com a falta de um blog de qualidade impecável. É verdade que ainda não foi dessa vez auehauheuauehae, mas o importante é a felicidade.

Bem que eu senti que o status do MSN era pequeno demais para a inundação de criatividade frívola - do tipo q eu mais gosto - do autor desse blog.

Boa sorte!

anderson_araujo disse...

hohoho. Obrigado, comentaristas.

A idéia é essa. Nada muito sério. Vamos aguardar um blog de Jornalismo de verdade. Não foi dessa vez. Quem sabe a geração Gilmar Mendes não nos presentei, né, não?

Anônimo disse...

Ando meio pra baixo, por motivos óbvios, mas pelo menos posso ler o lado verdadeiramente interessante da mídia aqui. Rsrs. Abração. Alexandre Lins.

anderson_araujo disse...

Grande Lins.

Estás em Manaus ainda, meu querido?

Se ainda estiver, veja pelo lado bom.

Aì vão ter jogos da Copa em 2014. Belém é um chororô só por causa disso. Eu faço é rir.

Um abraço e obrigado pela visita. Volte sempre.

Anônimo disse...

Estou voltando nesse segundo semestre para Belém. Espero que "para sempre". É muito escroto morar aqui. Além de nada funcionar na "cidade da copa", eles odeiam paraenses. Se souberes de algum emprego sobrando para jornalista (com diploma, rsrs) manda um e-mail: asaalins@yahoo.com.br. Abração. Ass: Lins

anderson_araujo disse...

Puxa, dizem que Manaus é a sétima maravilha do mundo e por isso levou a Copa. E outra: nós adoramos amazonenses. Qual o problema deles com a gente, meu deus?

Sem bem-vindo. Se souber de algum espaço por aqui, aviso sim.

Abraço.

Sílvia Sales disse...

Quem bom encontrá-lo, pelo menos, pela blogosfera. Com certeza teremos muitas novidades por aqui. Sucesso, sempre. Um abração,
sílvia

anderson_araujo disse...

Minha querida Silvia.

Que coisa boa sua visita.

Bom te ver também (pelo menos virtualmente).

Abração.

Volte sempre.

Yáskara Cavalcante disse...

Meu Deoooosssss...pq não continuaste esse bafon??? Dá até livrooooo....kkkkk...
Querido, vida longa - muito longa - ao Bêbado Gonzo!!!

anderson_araujo disse...

Obrigado pela visita, dona Yáskara.

Vou continuar postando, quem sabe reúno tudo um dia e alguém topa publicar uma brochura (uie).

Nega disse...

- O que eu não daria para ter acesso a cobertura do baile da saudade do DJ zenildo em mosqueiro.

- A geração Gilmar Mendes enoja hein.

- Manaus é a 7° Maravilha e descobriram outro dia que os porcos podem voar.


Bjs,
Nega

Anônimo disse...

Aprendi muito