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domingo, 28 de junho de 2009

O diploma e o Jornalismo

Os lamentos sobre o fim da obrigatoriedade do diploma estão rolando, claro. Tardiamente, porém. Dizem que é irreversível. Ainda assim penso que foi uma bruta sacanagem conosco, os diplomados. Mas, pelo menos, deu uma sacudida na categoria que andava meio dispersa. Temos um inimigo em comum agora pra focar nossa maldade, exercitada todo dia nas redações, assessorias, mesas de bar, na hora do cafezinho ou onde estejam mais de um jornalista reunidos. Ô, raça pra falar mal dos outros. Queime no inferno, Gilmar Mendes, oremos todos.

Meu amigo, Paulo Nazareno, o jornalista mais anti-jornalista que conheço, tem uma visão muito peculiar sobre o assunto. Tem muito sentido, aliás. Pra não dizer todo. Saquem só a tira do rapaz. (Por sinal, somos nós dois os personagens).

Paulo é a cabeça por trás do Quando a barata voa... sim é um blog, ora. Bêbado Gonzo não é nenhuma uma unanimidade como título também. Nem posso reclamar.

Cliquem no nome ou na imagem pra conferir o "trabalho" deste cartunista, chargista, jornalista, poeta, dramaturgo, cineasta, crítico de arte, ator, cantor, compositor, músico, modelo e manequim, funcionário público, rufião, vendedor de rifas, ex-lutador de vale tudo e ex-campeão de cuspe a distância do campeonato da Pedreira. Quase um Carlos Correia Santos - brincadeira, Paulo, não chega a tanto.

Explicação gonza

Alguns me perguntaram sobre o nome do blog. Explico: gosto dos Muppets. De verdade. Jim Henson tem umas sacadas de humor excelentes. Quem acha que é pra crianças, engana-se. Gostava mais ainda do Gonzo, que eu via quando moleque no desenho animado "Muppets Babys", exibido no SBT. O personagem era o esquisito, um bicho que não se sabia direito o que era, apaixonado e rejeitados pela porca loirinha Pig, parceiro de todas as horas da galinha Camila e completamente pirado. É ele quem está deitado aí em cima, no banner, segurando o título.

É uma referência também ao tal de Jornalismo Gonzo, dizem que inaugurado pelo Hunter Thompson. É uma das formas jornalísticas que, particularmente, gosto e tem outros gênios da raça como o Truman Capote, o Gay Talase e o Norman Mailer.

Quanto ao "Bêbado"... Eu bebo, sim, estou vivendo. Quem me conhece, sabe. Mas, não tem a ver com a ingestão excessiva de álcool. É, na verdade, um trocadilho, como na bonita música "Bêbadosamba", do Paulinho da Viola. É uma recomendação: beba do gonzo, ou seja, leia o jornalismo gonzo, aprecie-o, se inspire com ele. Vá além da dureza da notícia. É possível se emocionar com um texto jornalístico.

sábado, 27 de junho de 2009

Bolo em movimento

Vivo uma relação de amor e ódio com meus chefes. Acho que as relações de trabalho acabam sendo assim. Uma hora o companheirismo, na outra um leve mais muito claro desejo assassino. E, claro, eles devem realmente sentir o mesmo quando lidam comigo, até porque, digamos, se trabalhasse no Mcdonald dificilmente teria minha foto pendurada na parede da lanchonete como funcionário do mês.

Claro, que quando o clima esquenta, o mero repórter, o último da hierarquia jornalística, sempre leva a pior. São poucas ou nenhuma arma pra lutar com quem realmente manda no pedaço. Aí, meus amigos, se segure porque vem o que eu chamo de PAUTA-VINGANÇA pela frente. É um jeito sutil do chefe te sacanear, na categoria, na elegância, sem advertências, sem suspenção, sem demissão ou outra punição administrativa. Já fui vítima de alguns castigos do gênero.

Mauro Neto, meu amigo, ex-chefe, leadmaker dos bons e blogueiro aposentado, é um craque nesse quesito. Na nossa longa parceria, desde minha época de estagiário até pouco tempo atrás, ele aprontou algumas. Uma delas é a pauta do Bolo em Movimento. Sim, porque se você não sabem há os bolos parados e os bolos que se mexem, pombas.
Foto meramente ilustrativa.
Não sei porque quiseram fazer matéria sobre a tal guloseima animada. Mas, sei que o chefe de então direcionou a mim a tarefa por vingança. Ele mesmo confessou. O capo dizia que eu andava muito desestimulado, não tinha mais o mesmo gás para boas matérias e, espertamente, sapecou o tema pra eu produzir o texto para jornal impresso.

Lá, fui fazer a bendita matéria. O que é melhor é que a apuração era por telefone. Não havia uma fotinho, pelo menos, pra ter uma referência. Liguei e a dona da novidade detalhou todo o processo de feitura, falou dos clientes, sobre o mecanismo elétrico que faz o bolo mexer, disse como fica bonito nas festas infantis. Pronto.

Desliguei e fui escrever, incrédulo que tal tecnologia era possível e, mais ainda, na clientela louca pelo tal invento. Será mesmo que alguém encomenda esse troço? Nunca vi um bolo se mexendo, juro. Não me perguntem como é que funcionava essa mistura de trigo e geringonça elétrica que até hoje eu nao sei.
Mauro Neto, o vingador.


Mauro é craque. A última dele foi me mandar cobrir o lançamento da adesão de uma rede internacional de hóteis a um empreendimento local. À noite, fora do meu horário, evento social, que não é minha praia, e pauta recomendadíssima pelos donos do jornal, onde qualquer erro pode ser fatal. Tudo que eu sempre sonhei.

Ele nunca admitiu, mas acho que foi porque certa feita trocei de uma camisa dele. "Marrom fecal, enxadrezada e adornada com belas rosas". Uma beleza. Eu e minha grande boca grande. Ah, as doces pequenas vinganças.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Maluco, pero no mucho.

Nessa maravilhosa e bem remunerada profissão de repórter passamos por algumas situações curiosas. Uma ocorreu na cobertura da morte da irmã Dorothy Stang.

Em 2005, ainda repórter do Diário do Pará, me mandaram pra Altamira/Anapu para contar o dia a dia das investigações. Lá, descobri que kombis podem surfar em diagonal na Transamazônica e uma viagem de 150 Km no meio da lama pode ser feita em 50 minutos. Cumpri a missão e voltei contente por ter visto o outro lado do Estado.


Não sou eu fotografando ali atrás .
A experiência me credenciou, em 2006, a relatar o que tinha ocorrido depois do assassinato da religiosa, pelo jornal O Liberal. Pouca coisa tinha mudado: grilagem, perseguição, agressões, ameaças, o escambau.
Vou eu, no meio do mato, atrás de um personagem para matéria. Soube de um sujeito que teve a casa queimada e acusava um grileiro recém-chegado, cuja fama era de mal e de andar bem armado. Junto com o motorista - um medroso, por sinal - encontrei o agricultor.

Não é só em Belém que tem congestionamento.

Quando chegamos na choupana chamuscada, antes de achar o entrevistado, percebi a presença de um rapaz com visíveis transtornos mentais. Um figura: cabeludo, astuto, sorriso engraçado e muito interessado na minha conversa. Cumprimentei e segui. Ele nos acompanhou.

O entrevistado nos recebeu e contou como a polícia ajudava quem tinha dinheiro e maltratava os desvalidos. Acusou o grileiro e disse que seu algoz morava "mais pra frente". Nesse ponto, o maluquinho interrompe, superempolgado, e diz: "eu sei, eu sei, eu sei. Eu sei onde é".

Ótimo! Acabando a entrevista, olhei para o cabeludo e perguntei: onde é mesmo que o grileiro mora? Ele apontou e disse pra irmos até a margem da vicinal para mostrar melhor. Fomos, o motorista, o informante e eu.

Ele explicou como chegar. Entrei no carro e convidei:não quer vir com a gente pra mostrar melhor. Assustado, fez uma cara feia e disse:
- NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!!!, balançando a cabeça. E começou a recuar.
O motorista, percebeu o pavor do rapaz, e soltou:
- Ele é doido. Mas, não é burro.

E caimos na gargalhada, agradecendo a boa vontade da fonte. Mais adiante, encontrei os grileiros e seu grupo e me decepcionei: uns goianos, novinhos, iludidos com a possibilidade de regularização de terras em Anapu. A arma: uma garrucha velha que ora funcionava, ora emperrava. Nada ferozes, pra alívio do motora, que jurava que seríamos mortos numa tocaia.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Juventude

Quanto mais conheço gente mais nova, mais acho que ficar velho é um bom negócio. Veja bem, você com mais de 25 anos. Se não é um débil mental, escapou incólume de uma das modas mais terríveis dos últimos tempos!

Nem as bocas de sino de 1970, nem a maquiagem e os cabelos horríveis de 1980, nem as camisas abotoadas até o pescoço e o excessos de 1990. Soma tudo isso, desliga a luz para se vestir e pode correr pro abraço. Você está na moda. Meu amigo, minha amiga, a garotada de agora se reuniu em uma convenção secreta e deliberou: VAMOS JUNTAR TUDO DE PIOR DE TODAS AS ÉPOCAS E SAIR POR AÍ!

Quem sai por aí a noite, sabe do que eu estou falando. Uns penteados mais escrotos que o outro, umas roupas que parece que o sujeito se arrumou no escuro, uns acessórios achados no lixo. Somando que Belém é uma província das suas mais provincianas, o resultado é muito ruim para os rapazes e moças que acreditam morar em Londres ou Tóquio. Seria melhor se fantasiar de poodle ou correr pelado na rua. Duas hipóteses menos ridículas.

E ainda... bom... não me chamem de homofóbico, porque não é isso. Nada contra os gays ou lésbicas ou transexuais ou bissexuais ou sei lá qual denominação que estão usando agora, mas, percebam que essa moleca de hoje se pega com todo mundo. A onda agora é se divertir com os genitais, náo importa onde a garoto ou garota vai esfregá-los.

Homem com homem. Mulher com mulher. Mulher com homem. Homem com mulher. E essa combinação de gêneros ad infinitum incluindo cruzamento de casais e menage a trois explícita nas baladas - pra mim balada era apenas uma pedrada com baladeira, o estilingue, como alguns chamam.

Tudo muito moderno. Eu penso mesmo que é falta de referência. Não saber o que quer por não se conhecer. Ou mesmo o exibicionismo puro e simples. Mas, isso é problema deles.

Quanto mais eu observo o povo de 20 anos, mais ou menos essa faixa, vejo gente mimada e pouco preparada para enfrentar a vida. Mermão, na Pedreira não tem disso. Pelo menos, não tinha na minha época. No meu subúrbio, a moda é outra. Mas, conto outra hora.

Deixo dois sites pra vocês sacarem como é ser moderno e jovem na primeira década dos anos 2000. É só clicar na imagem.

O sensacional "Você não é hipsper, você é CAFONA".
E o paraense "Quero causar".

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Excomunhão

Alguns comentários no post anterior remeteram a histórias dessa maravilhosa e muito bem remunerada vida de repórter. Mas, dia desses estava lembrando de outra fase, antiga por sinal, da qual trago excelentes lembranças e quase - sempre o quase pra atrapalhar! - a excomunhão da Igreja Católica.

Marcelino Pão e Vinho perdia para o meu Catolicismo
Costumo dizer que já estive em vários meios que me transformariam em um sujeito que não tem nada a ver com o eu atual. Já fui atleta amador preste a entrar numa seleção estadual de natação; fui ator de teatro me esgoelando e arfando nos palcos paraenses; já perambulei vendendo camarão rosa junto com um tio pelas ruas de Belém; e já e já fui... nada é pior do que isso, minha gente. Já fui católico! E, pensei até entrar para o sacerdócio! Mas, isso é outra coisa. Quero dar meu testemunho aqui de uma história de paz e harmonia entre o grupo de jovens seguidores da Santa Sé.
O ano era 1996. Tinha 17 anos e fui a um "retiro espiritual", organizado pelo grupo que fazia parte. Muitas orações, ensinamentos de Cristo, atividades recreativas e ... PORRADA! Pois é, tudo a ver com a Igreja Católica, ué! Naquela micro-sociedade de bons moços e meninas recatadas, debaixo daquela tendência natural à bondade e a solidariedade, moravam pequenos Hitleres e arruaceiros de marca maior. E vou avisando logo que estava do lado dos arruaceiros.
Já na chegada, ficou claro que o conjunto se dividiria em dois: 1) aqueles que queriam levar a coisa a sério e, no intervalor, amassar e buzinar suas namoradinhas; 2) aqueles que, solteiros, queriam colocar a energia juvenil a serviço da avacalhação geral e, apenas no intervalo, levar um pouco a sério as coisas de Deus. O coordenador do grupo, que os avacalhadores, por motivos óbvios e por ressentimento de outras situações, não iam com a cara, foi logo avisando: nada de bagunça e, nada de tirar brincadeiras sem graça com as meninas.
Ele só não especificou quais brincadeiras eram com e quais eram sem graça. Um dos rapazes afeitos à folia decidiu que jogar água com mijo para dentro do quarto da mulherada era brincadeira com graça. Foi a deixa para o Armagedón!
Os Cavaleiros do Apocalipse apareceram no encontro de jovens católicos.
Rápido os mais sérios se organizaram e tentaram dar lição de moral nos meninos serelepes. O bate-boca cresceu e a situação ficou feia. Espertamente, o coordenador resolveu trancar alguns malfeitores no dormitório. Eu, inclusive, estava dentro do quarto transformado em masmorra. Agitados com a possibilidade de ficar presos a noite toda, os camaradas se organizaram para por a porta abaixo. Muito sensato para idade, disse a eles: "que isso! Vamos usar a cabeça. Tragam uma faca de mesa que desmontamos a fechadura e saimos". Boa, garoto! Excelente idéia.
E lá estávamos nós, uns dez, tentando descobrir a misteriosa arte do arrombamento. Depois de um tempo, o mecanismo já todo escangalhado, minha sapiência apitou de novo e eu proclamei: "acho que já dá. Agora é só empurrar um pouco e estaremos LIVRES!". Um dos meninos presos gostava dos filmes do Bruce Lee e até praticava Kung-fu. Foi dele o chute que derrubou não apenas a porta, mas boa parte da parede do quarto, deixando um rombo inacreditável.
Lá fora o cenário era dos piores. Rebelião na Febem perdia feio: moleques com a cara tapada por camisas; brigas isoladas; armas brancas; alguns machucados; correria; palavrões; o horror, o horror. A guerra só cessou depois de um cutucão violento com vara de bambu dado entre dois desafetos e, mais tarde, um tiro de rojão trocado entre um soldado de Cristo e outro para vingar o covarde golpe.
O negócio pegou para o grupo rival.


Seu Matias, o religioso espanhol responsável pela bonita chácara dos salesianos, chegou bem depois da confusão. Havia saído para fazer sabe-se lá o que, confiando nos moleques. Apareceu assustado com um revólver 22 velho na mão achando que era um assalto, uma revolta popular ou mesmo o retorno das cruzadas. No ônibus, voltou todo mundo pra casa bem cedo com uma estranha sensação de ter feito merda das brabas.

Poucos dias depois o pároco chamou os cordeiros de deus e disse claramente: não quero mais nenhum de vocês por perto. Seus deliquentes. São piores que a TP (Turma da Praça, uma gangue que infernizava o bairro da Sacramenta no anos 1990). Ninguém mais pisa aqui enquanto eu estiver na paróquia!

Assim acabou o grupo de oratório, que mostrava as primeiras noções do Cristianismo para crianças e jovens em uma tradicional escola católica da Pedreira. Achei uma injustiça tamanha! Mas, olhando agora... talvez, se isso não acontecesse, ainda estaria engolindo hóstil todos os domingos.

Em outra oportunidade conto a história do frei que ameaçou a noviça de morte e depois de tirar a própria vida se a aspirante a Esposa de Cristo não continuasse a fazer saliências com ele.

E viva o Bento XVI!

Casório

Dia desses fui vítima das artimanhas e da vocação para a sacanagem de Paulo Silber, que não vou dizer quem é pra quem não conhece, mas dizem que é um terror. O rapaz lançou por aí que sou um trapalhão. Bom, isso eu sou e não nego. E quem me conhece sabe que sou desastrado por natureza e ainda estou ficando gordo. Um gordo desastrado é sempre uma tragédia. Mas, a história sobre minhas estripulias no casamento de certo político paraense, lançada pelo querido irmão do Silvio Gama, não é de todo verdade.

Aproveito o Bêbado Gonzo para por os pingos nos is. Minha apresentação na festa como repórter de um outro jornal a certo ex-governador careca, de fato, foi verdade. Cortado abruptamente na sua extensa divagação sobre o futuro do Pará, o entrevistado não entendeu nada e a colega do veículo o qual me anunciei arregalou seus lindos zólhos verdes, não crendo na minha gafe sem noção. Tirei por menos, corrigi o erro e segui adiante. Afinal, a matéria tinha que sair.

Mais tarde, procurando fontes e, ao mesmo tempo, de olho nas finas flores da elite paraense, vi um coroa feio, meio calvo, engravatado e rodeado de figuras da política estadual. Bingo! É o camarada que estava procurando, o único deputado federal que apoiava a candidatura do noivo. Cheguei constrangido, como sempre, por interromper a conversa alheia. Segue, mais ou menos, o diálogo:

- Olá, deputado. Poderíamos conversar sobre a disputa interna no PSDB?

- Como? Não entendi...

- Sou do jornal e estou fazendo matéria sobre a briga no PSDB pela candidatura a governador nas próximas eleições, deputado.

- Mas, eu não sou deputado. Nem sou do PSDB. (Já enfezado).

- Ah, me desculpe. É que o senhor é muito parecido com o Nilson Pinto. Agora que vi que ele está ali do outro lado. Obrigado.

E sai rindo. Ah, ele não era garçom, como Silber disse. Era um dos convidados.

Além dessas, houve ainda minhas impertinências em levantar várias vezez da mesa na hora da cerimônia, atender o telefone a toda hora, incomodando os presentes à mesa, sair levando cadeiras na minha passagem entre os comensais e quase derrubar o ex-governador careca (de novo ele) depois de uma aproximação, digamos, mais invasiva de um figurão do Senado.

Mas, pensando bem, para o naipe da festa e as possíveis diabruras que dela ainda vão sair, minhas trapalhadas não foram nada. Acho que fiz até pouco. Nunca uma cobertura foi tão divertida, nem quando fiz reportagem sobre o Baile da Saudade, do DJ Zenildo, em Mosqueiro.